Segundo um relatório divulgado recentemente, o Banco Mundial prevê que a inflação do país suba de 4,4% para 7,5%.

Na edição de outubro do relatório *Africa’s Pulse*, o Banco Mundial projeta que o crescimento africano aumentará de 4,1% em 2025 para 4,3% em 2026 uma revisão em alta de 0,3 ponto percentual em relação à edição de abril, com previsões elevadas para 35 dos 47 países da região, incluindo Angola, Etiópia, Nigéria e Zâmbia.

Para Moçambique, o Banco Mundial projeta um crescimento econômico de 0,6% este ano, após uma contração de 0,2% em 2025, ao mesmo tempo em que a inflação crescente coloca o país entre os seis da região que registram um aumento superior a três pontos percentuais.

O país foi reclassificado para a categoria de risco de sobre-endividamento (*debt distress*) em fevereiro, devido ao acúmulo de atrasos nos pagamentos e a uma dívida pública considerada insustentável estimada em 94,6% do PIB até o final deste ano, segundo o relatório, com potencial para ultrapassar 100% no próximo ano.

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Moçambique pagou aproximadamente 700 milhões de dólares (606 milhões de euros) ao Fundo Monetário Internacional (FMI) até o final de março, viabilizando negociações para um novo programa; no entanto, nenhum quadro de reestruturação foi finalizado, e os pagamentos do serviço da dívida interna continuam sendo adiados e rolados por meio da emissão de novos títulos.

Cabo Verde, cujo crescimento deve desacelerar de 6,3% para 5,3% este ano, integra o grupo de nações expostas a choques externos nos preços de energia, embora o turismo e as remessas de migrantes continuem a sustentar o saldo de sua conta corrente, ainda que sem compensar totalmente o aumento dos custos de importação.

Paralelamente, o Banco revisou para cima a previsão de crescimento econômico de Angola para 4,5% neste ano.

Em Angola, projeta-se que o crescimento acelere de 3,1% em 2025 para 4,5% este ano registrando uma das acelerações mais acentuadas da região, antes de desacelerar para 3,3% em 2027 e 3,1% em 2028.

A instituição destaca que a economia angolana manteve um “forte dinamismo” no segundo trimestre, com o Produto Interno Bruto (PIB) registrando uma expansão de 8,74% em relação ao ano anterior.

Como exportadora de petróleo, Angola está menos exposta a choques energéticos decorrentes de conflitos no Oriente Médio e beneficiou-se da alta dos preços do petróleo bruto, o que impulsionou as receitas de exportação e as entradas de divisas, ajudando a aliviar a pressão cambial e a melhorar o saldo em conta corrente, aponta o relatório.

Prevê-se que a inflação em Angola recue de 20,2% em 2025 para 10,3% neste ano; no entanto, o Banco Mundial alerta que os ganhos provenientes do petróleo poderão ser parcialmente anulados por pressões inflacionárias persistentes, com impactos adversos sobre o bem-estar das famílias.

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