O governo moçambicano injetou 1,159 bilhão de meticais (16,9 milhões de euros) em programas de desenvolvimento comunitário este ano, utilizando a receita gerada pelos crescentes setores de mineração e petróleo do país.
Este movimento reflete um esforço concentrado para garantir que os benefícios da extração de recursos sejam sentidos no nível de base.
De acordo com números oficiais do governo, a totalidade dos fundos alocados, divididos entre os níveis provincial e distrital, foi desembolsada. Isso representa 10% das receitas fiscais derivadas da mineração e da produção de petróleo, uma política implementada em 2023 para promover o desenvolvimento sustentável em regiões ricas em recursos.
A distribuição desses fundos é regida por um decreto projetado para regular a alocação e a gestão de receitas destinadas a províncias, distritos e comunidades locais onde operam projetos de mineração e petróleo. Esta legislação determina que 7,25% da receita do Imposto sobre Produção de Mineração e do Imposto sobre Produção de Petróleo seja destinada a “projetos estruturais” provinciais e distritais, enquanto 2,75% seja direcionado às comunidades locais.
A província de Manica recebeu a maior fatia dos fundos provinciais, totalizando 258,8 milhões de meticais (3,8 milhões de euros), seguida por Zambézia e Cabo Delgado. A nível distrital, a comunidade de Nyamanhumbir em Montepuez, uma região conhecida pela mineração de rubis, recebeu 21,1 milhões de meticais (306.000 euros). A comunidade de Benga em Moatize, uma área de mineração de carvão, recebeu 11,4 milhões de meticais (166.000 euros).
O governo define “projetos estruturais” como aqueles que impulsionam o setor de produção e contribuem para o desenvolvimento regional. Esses projetos, gerenciados por autoridades provinciais, abrangem educação técnica e profissional, saúde, agricultura, infraestrutura, indústria, comércio e pesca.
Os projetos a nível comunitário, coordenados pelo Conselho Consultivo Local, concentram-se em educação, saúde, agricultura, pesca, silvicultura, transporte e água e saneamento. Essas iniciativas são projetadas para se alinharem ao Plano de Desenvolvimento Distrital e são implementadas com transparência e participação da comunidade.
Esta alocação de receitas de recursos ressalta o compromisso de Moçambique com o desenvolvimento equitativo e seu reconhecimento da necessidade de mitigar os potenciais impactos negativos das indústrias extrativas nas comunidades locais. Ao investir em serviços essenciais e infraestrutura, o governo visa criar um futuro mais sustentável e próspero para seus cidadãos.






















