A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), operadora da barragem de Cahora Bassa, deu início à segunda fase de um grande projeto de reabilitação que visa aumentar a capacidade e a vida útil do enorme complexo hidroelétrico.
O projeto, denominado Centro Sul (RS2), irá remodelar a central eléctrica na margem sul do Rio Zambeze. Constitui um componente central do Plano de Investimentos de Capital Vital (CAPEX) a 10 Anos da HCB.
O principal objetivo é aumentar a eficácia e a eficiência do sistema de produção de energia, de acordo com o Presidente do Conselho de Administração da HCB, Tomás Matola. Com a implementação do RS2, a HCB espera aumentar a capacidade total de geração da central em 90 megawatts (MW), elevando a potência de cada um dos cinco geradores de 415 MW para 433 MW.
A modernização é crucial para a segurança energética da região. “O aumento fortalecerá o fornecimento de energia da região, apoiando o crescimento econômico e estendendo a vida útil operacional da usina em mais de 45 anos”, afirmou Matola, observando que o projeto mitigará os riscos de paralisação.
O plano envolve a reabilitação anual de cada um dos cinco geradores de energia, incluindo a substituição de equipamentos. A HCB contratou um consórcio liderado pela Andritz Hydro, juntamente com as consultoras SIJV (Sweco and Intertechne Joint Venture) e Fichtner, todas empresas com vasta experiência em energia hidrelétrica, para executar o plano.
Para compensar o déficit temporário de produção durante a reabilitação em fases, a HCB está acelerando dois novos projetos estratégicos: a Central Elétrica de Cahora Bassa Norte (1.245 MW) e uma Central Solar Fotovoltaica (400 MWac), ambas na província de Tete. Este esforço de infraestrutura visa diversificar a produção de energia renovável e consolidar a posição da HCB como produtora dominante de energia hidrelétrica na África Austral.





















