CIDADE DO CABO — O Investing in African Mining Indaba confirmou que o Presidente da Zâmbia, Hakainde Hichilema, fará o discurso de abertura na cerimónia de abertura da cimeira de 2026, marcando um momento significativo para o segundo maior produtor de cobre do continente.
O evento, agendado para decorrer no Centro Internacional de Convenções da Cidade do Cabo, de segunda-feira, 9 de fevereiro, a quinta-feira, 12 de fevereiro, decorre numa altura em que Lusaka procura atingir agressivamente a meta de produção de três milhões de toneladas métricas de cobre até 2031.
Espera-se que a participação de Hichilema sirva como uma apresentação de alto nível para os financiadores globais, posicionando a Zâmbia como o principal destino para investimentos em minerais críticos sob um ambiente regulamentar moderno e baseado em regras.
A presença do Presidente coincide com uma mudança institucional mais ampla na Zâmbia, que recentemente deu prioridade aos sistemas de licenciamento digital e melhorou a gestão de dados geológicos para reduzir os entraves aos investidores internacionais. Esta agenda reformista visa inverter anos de estagnação da produção e posicionar o país no centro da transição energética global.
Os analistas sugerem que o “efeito Hichilema”, caracterizado pelo foco na transparência fiscal e na resolução de disputas antigas com gigantes mineiros, já começou a manifestar-se numa melhoria da confiança dos investidores e numa recuperação dos números da produção nacional.
“A presença do Presidente Hichilema sublinha o posicionamento renovado da Zâmbia no centro do panorama em evolução da mineração e do investimento em África”, observaram os organizadores do evento num comunicado de imprensa. Salientaram que a sua participação reforça a intenção do país de se envolver abertamente com os parceiros nas “medidas práticas necessárias para alcançar um crescimento sustentável, agregação de valor e resiliência a longo prazo” num setor que representa mais de 70% das receitas de exportação da Zâmbia.
O Indaba de 2026, com o tema “Mais fortes juntos: Progresso através de parcerias”, proporcionará um contexto para Hichilema descrever como as eficiências impulsionadas pela tecnologia e a exploração orientada por dados estão a remodelar a competitividade da Zâmbia.
Com a crescente procura global de cobre, cobalto e níquel para satisfazer as ambições de emissões líquidas zero, espera-se que a delegação zambiana detalhe a operacionalização de grandes projectos, incluindo a expansão da supermina em Lumwana e a retoma das actividades em plena escala nas minas de cobre de Mopani e Konkola.
Para além da extracção bruta, prevê-se que o Presidente defenda um alinhamento mais profundo entre o capital privado e a estratégia governamental em matéria de agregação de valor local. Este impulso para a “mineração industrializada” visa garantir que o aumento previsto da riqueza mineral se traduza em empregos domésticos e desenvolvimento de infra-estruturas, em vez de permanecer um empreendimento puramente extractivo.
À medida que África enfrenta uma concorrência crescente pelo capital mineiro da América do Sul e da Austrália, a presença de alto nível da Zâmbia na Cidade do Cabo sinaliza uma tentativa proactiva de garantir a sua participação no bolo dos investimentos globais.






















