Moçambique está consolidando sua posição como uma potência global na produção de rubis, com o governo prevendo com confiança um novo recorde de mais de 4,1 milhões de quilates em 2025. Este aumento projetado de 5% em relação a 2024 ressalta um vibrante ressurgimento no setor de pedras preciosas do país, impulsionado por investimentos estratégicos e pelo desempenho acelerado dos principais players da mineração.

De acordo com um documento governamental divulgado recentemente, que descreve a previsão econômica para 2025, espera-se que um número preciso de 4.143.832 quilates de rubis sejam extraídos das concessões de mineração em Moçambique entre janeiro e dezembro. Os rubis, já indiscutivelmente o peso pesado na produção de pedras preciosas e semipreciosas do país, representam impressionantes 76% de todos os minerais produzidos neste ano, com a grande maioria destinada à exportação.

O aumento previsto é atribuído principalmente ao “aumento da capacidade da planta de processamento” da SLR Mining, conforme detalhado na mesma estimativa econômica e orçamentária. Essa expansão sinaliza um impulso significativo para a capacidade de extração do país, prometendo rendimentos ainda maiores no próximo ano.

Essa perspectiva otimista se baseia em um desempenho já impressionante em 2024, quando a produção de rubis atingiu quase quatro milhões de quilates – um aumento notável de 46% em relação ao ano anterior. Dados do governo destacaram o “maior destaque” no grupo de pedras preciosas e semipreciosas, os rubis, que atingiram um nível de execução de 128% em relação ao seu plano anual.

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Analisando os números, a produção de rubis aumentou de 2.710.617,70 quilates em 2023 para 3.946.506,90 quilates em 2024, superando confortavelmente a meta governamental de 3.080.895 quilates para o ano anterior.

Esse crescimento extraordinário, explica o documento, foi resultado direto do “bom desempenho da empresa SLR Mining, que assumiu a posição de maior produtora deste recurso mineral, com o início das operações de mais uma planta de beneficiamento”. De fato, a SLR Mining foi responsável por impressionantes “mais de 70% do total deste recurso mineral”. Outros fatores que contribuíram para isso foram a retomada total da produção pela Moza Minerals e as intensas atividades de escavação da Montepuez Ruby Mining (MRM) em três blocos altamente produtivos.

Os números mais recentes marcam uma reviravolta significativa em relação a 2023, quando a produção de rubis caiu para 2,7 milhões de quilates, uma queda em relação aos 4,2 milhões de quilates em 2022 e aos cinco milhões de quilates em 2021.

O impacto econômico da riqueza de rubis de Moçambique é substancial. Dados divulgados anteriormente pela Gemfields, que detém 75% de participação na MRM, revelam que a exploração de rubis somente na mina da MRM em Cabo Delgado gerou quase um bilhão de euros desde 2012.

De acordo com o relatório “Fator G para Recursos Naturais”, uma iniciativa de transparência da Gemfields, a MRM registrou uma receita total de US$ 151,3 milhões (€ 141 milhões) em 2023. Desde que a Gemfields adquiriu sua participação majoritária na MRM em fevereiro de 2012, a mina acumulou receitas superiores a US$ 1,055 bilhão (€ 982,7 milhões). No mesmo período, o Estado moçambicano recebeu uns substanciais 257,4 milhões de dólares americanos (239,7 milhões de euros).

Somente em 2023, a MRM, uma joint venture entre a Gemfields e a empresa moçambicana Mwiriti Limitada (25%), pagou ao Estado moçambicano US$ 53,2 milhões (€ 49,6 milhões) em royalties e impostos, ressaltando a contribuição significativa do setor de rubis para o fisco nacional. Com o aumento projetado na produção, esses valores devem crescer, consolidando ainda mais a posição de Moçambique no mercado global de gemas.

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