Lisa October e Diana Kasymova foram nomeadas as vencedoras do Mining Innovation and Research Battlefield de 2025, após uma rodada final ferozmente competitiva no Mining Indaba, na Cidade do Cabo. O Campo de Batalha de Inovação e Pesquisa em Mineração (MIRB), organizado pelo Development Partner Institute (DPI) e hospedado no Investing in African Mining Indaba, serve como uma plataforma para ideias inovadoras que abordam os desafios mais urgentes da mineração. A competição deste ano centrou-se em revolucionar a gestão de rejeitos através de soluções inovadoras e sustentáveis destinadas a alcançar danos zero e, ao mesmo tempo, promover uma economia mineira mais responsável e circular.
Após um rigoroso processo de seleção, três finalistas foram escolhidos entre um conjunto global de candidatos. Eles apresentaram as suas ideias no Mining Indaba, o maior evento africano de investimento em mineração do mundo, como parte do fluxo Industry Intel. A competição atraiu um distinto painel de jurados da Anglo American, Trafigura e da Universidade da Cidade do Cabo, que avaliaram cada conceito com base no seu potencial de impacto em toda a indústria.
Lisa October, da Universidade da Cidade do Cabo, ao lado de Diana Kasymova, da Metso, saíram vitoriosos com sua pesquisa pioneira sobre a melhoria do ciclo da água na gestão de rejeitos. Seu conceito introduz um sistema de circuito de água distribuído projetado para maximizar o desempenho da flotação e, ao mesmo tempo, reduzir o desperdício, trabalhando em última análise para eliminar o desperdício de efluentes de água. Os juízes ficaram particularmente impressionados com a sua abordagem ecossistêmica, que posiciona a água como um facilitador essencial para a recuperação sustentável de rejeitos.
Como vencedoras da competição de 2025, Lisa e Diana receberam uma bolsa de pesquisa de US$ 25.000, patrocinada pela Anglo American, para desenvolver ainda mais seu projeto nos próximos 12 meses. Laura Nicholson, Diretora de Conteúdo e Comunidades da Mining Indaba, elogiou o padrão excepcional de inovação apresentado por todos os finalistas. Ela enfatizou o impacto crescente do MIRB na promoção de soluções orientadas para a investigação para as questões mais complexas da mineração. Nicholson disse: “O calibre das ideias apresentadas este ano foi notável. Cada finalista demonstrou como a gestão de rejeitos pode ser redefinida por meio de estratégias de sustentabilidade de ponta. O Grupo Hyve tem orgulho de ter feito parceria com a DPI no crescimento desta iniciativa, que evoluiu para uma plataforma dinâmica para a transformação da indústria.”
A Diretora Executiva da DPI, Florence Drummond, destacou o duplo propósito da competição, não apenas impulsionando soluções industriais, mas também cultivando futuros líderes de mineração. “O MIRB é mais do que apenas resolver desafios, trata-se de capacitar a próxima geração de inovadores. Esta competição oferece uma rara oportunidade para pesquisadores emergentes ganharem exposição, construirem conexões com a indústria e se envolverem diretamente com a liderança sênior. A combinação de inovação técnica e desenvolvimento profissional é exatamente o que o setor de mineração precisa para impulsionar mudanças significativas”, disse Drummond.
Entre os finalistas estava Vitor Loureiro Gontijo, da Universidade de Queensland, que explorou oportunidades de transformação de resíduos em riqueza através do coprocessamento de rejeitos de urânio e cobre para extrair elementos de terras raras e cobalto. Outro finalista, Mwiza Muwowo da BioCarbonX, propôs um projeto inovador para converter rejeitos em biochar, um processo que visa descarbonizar a atmosfera e, ao mesmo tempo, recarbonizar a biosfera.
O juiz Norman Mukwakwami da Trafigura elogiou a amplitude do pensamento inovador, sublinhando o papel da competição no avanço de práticas de mineração responsáveis. Mukwakwami compartilhou: “O que se destacou este ano foi a abordagem multifacetada para a gestão de rejeitos. Os finalistas demonstraram como o futuro da mineração não passa apenas pela eliminação de resíduos, mas pela transformação de resíduos em valor. Essas ideias nos aproximam de uma realidade onde o dano zero na gestão de rejeitos não é apenas uma aspiração, mas uma meta alcançável.”






















