O governo de Moçambique está pronto para a retomada do projeto de gás natural liquefeito (LNG) da TotalEnergies, avaliado em US$ 20 bilhões, embora ainda não tenha recebido um pedido formal para o levantamento da declaração de força maior. A confirmação foi feita pelo Ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estevão Pale, na sexta-feira em Tóquio, após discussões com o Ministro da Indústria do Japão, Muto Yoji.

Pale expressou otimismo quanto à retomada do projeto, ecoando a recente declaração do Diretor Executivo da TotalEnergies, Patrick Pouyanne, de que espera que o desenvolvimento seja retomado “neste verão”. A declaração de força maior, em vigor desde 2021 devido a ataques de insurgentes na província de Cabo Delgado, será formalmente levantada assim que o operador do projeto determinar que as condições são propícias para o reinício das operações.

“Nós, como governo, estamos fazendo tudo o que podemos para retomar o projeto”, afirmou Pale, enfatizando a colaboração contínua com todos os parceiros do projeto para estabelecer as condições de segurança necessárias. Ele destacou uma melhora “considerável” na situação de segurança na região.

O projeto Mozambique LNG abrange o desenvolvimento dos campos de gás natural Golfinho e Atum, dentro da concessão da Área 1 Offshore, juntamente com a construção de uma planta de liquefação de dois trens. Esta instalação está projetada para ter uma capacidade anual de 13,12 milhões de toneladas métricas.

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A TotalEnergies, empresa francesa de petróleo e gás, lidera o consórcio como operadora, com uma participação de 26,5%. Outros parceiros importantes incluem a Mitsui & Co, com 20%, a estatal moçambicana ENH, com 15%, e o restante da propriedade distribuída entre empresas estatais indianas e a tailandesa PTTEP. O reinício iminente representa um passo crucial para desbloquear o significativo potencial de gás natural de Moçambique e fortalecer suas perspectivas econômicas.

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