A Vulcan International está a posicionar a sua operação em Moçambique, em Moatize, como um projecto-piloto para a mineração totalmente electrificada, investindo 140,6 milhões de euros na modernização dos sistemas energéticos e na redução da dependência do gasóleo importado.
O investimento centra-se numa central eléctrica de 300 megawatts concebida para abastecer as operações de mineração, processamento e transporte ferroviário, permitindo simultaneamente que o excedente de electricidade seja injectado na rede nacional. O CEO Mukesh Kumar afirmou que o projeto visa tanto a eficiência como a segurança energética. “Estamos a criar uma capacidade que nos permite abastecer as operações, reduzir a dependência dos combustíveis e fornecer o excedente de energia à rede”, observou Kumar.
Actualmente, Moçambique depende fortemente do gasóleo importado, tendo a empresa gasto, sozinha, cerca de 150 milhões de dólares por ano. Espera-se que a eletrificação reduza significativamente estes custos, ao mesmo tempo que diminui as emissões e melhora a fiabilidade operacional. O Ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estevão Pale, afirmou que o projecto reflecte uma mudança em direcção a modelos de mineração mais eficientes. Declarou: “Reduzir o consumo de combustível diminui os custos ambientais e aumenta o valor económico para o país, ao mesmo tempo que melhora a produtividade”.
Para além da redução de custos, espera-se que a iniciativa diminua as emissões de material particulado e melhore as condições ambientais para as comunidades vizinhas, situadas nas proximidades da mina. Esta medida surge numa altura em que as empresas mineiras de todo o mundo exploram a electrificação como um caminho para a descarbonização e o controlo de custos. Para a Vulcan, parte do grupo indiano Jindal, o projeto Moatize posiciona a empresa na vanguarda desta transição em África.






















