O presidente moçambicano, Daniel Chapo, está apelando às empresas africanas, especialmente de Ruanda e do seu próprio país, para que formem parcerias para apoiar a logística e a cadeia de suprimentos do enorme projeto de Gás Natural Liquefeito (GNL) de US$ 20 bilhões, liderado pela TotalEnergies.
Falando na Mesa Redonda Empresarial de Kigali, Chapo enfatizou que o sucesso do megaprojeto depende de uma estreita cooperação transfronteiriça. Ele destacou que a prestação de serviços essenciais para os 20.000 trabalhadores que deverão estar no local durante a fase de construção representa uma oportunidade significativa para as empresas africanas.
“Se não nos prepararmos como africanos, esses recursos financeiros poderão retornar à sua origem”, disse Chapo, instando os empreendedores locais a aproveitarem o momento. Ele destacou potenciais parcerias em setores como agricultura, energia, logística e digitalização.
O projeto de GNL, localizado na província de Cabo Delgado, no norte do país, foi suspenso em 2021 devido a preocupações com a segurança após um grande ataque terrorista. Chapo garantiu aos participantes que seu governo está trabalhando “24 horas por dia” para criar um ambiente seguro para a retomada do projeto.
Este incentivo ao envolvimento local e regional faz parte de uma estratégia mais ampla para garantir que os benefícios econômicos das reservas de gás natural de Moçambique sejam preservados no continente africano.






















